| PSOL
recebe Protógenes em Porto Alegre
17/11/2008
Heloísa
Helena também esteve na Capital para
ato de desagravo ao delegado
O
PSOL do Rio Grande do Sul realizou nesta segunda-feira,
17, ao meio-dia, ato contra a corrupção
na Esquina Democrática. Com a presença
dos presidentes nacional e estadual da sigla,
respectivamente, Heloísa Helena e Roberto
Robaina, da líder da bancada na Câmara
Federal, deputada Luciana Genro, e dos vereadores
eleitos no Estado, Romer Guex, por Viamão,
e Pedro Ruas e Fernanda Melchionna, em Porto
Alegre, a manifestação serviu
de desagravo ao trabalho executado pelo delegado
Protógenes de Queiroz, responsável
pela Operação Satiagraha, da Polícia
Federal, e pelo juiz Fausto De Sanctis, que
determinou a prisão do banqueiro Daniel
Dantas.
Estiveram
presentes, além de militantes e autoridades
do PSOL, epresentantes de entidades ambientalistas,
que protestavam e recolhiam assinaturas contra
o projeto Pontal do Estaleiro, policiais, que
mais tarde fariam passeata até o Palácio
Piratini, e professores estaduais e da Ulbra,
que estão em greve. Robaina abriu o ato
lembrando que o PSOL ocupa a Esquina Democrática
todas as segundas-feiras do ano, abrindo o diálogo
com a população em qualquer época
e não apenas nos períodos eleitorais.
Protógenes não pode participar
dessa atividade, pois teve quer ir a São
Paulo ter audiência com seu advogado,
para tratar da recuperação de
seu celular e de seu computador, que foram apreendidos
arbitrariamente pela Polícia Federal.
Luciana
disse que era uma alegria estar com Heloísa
Helena.. "Este ato de desagravo ao delegado
Protógenes e a mobilização
para que o banqueiro Daniel Dantas vá
para trás das grades é mais uma
luta contra a corrupção que o
PSOL encabeça. Como aqui em Porto Alegre,
que sabemos que vereadores foram comprados,
denunciados pelos próprios colegas vereadores,
a corrupção se espalha por todos
os poderes. Não é casualidade
que o presidente do Supremo concedeu dois habeas
corpus ao banqueiro Daniel Dantas, com o objetivo
de desmoralizar a prisão efetuada por
Protógenes e De Sanctis."
Heloísa
afirmou que é sempre um momento muito
especial estar em "nossa querida cidade
de Porto Alegre, nosso querido estado do Rio
Grande do
Sul, terreno importante da preciosa luta para
tornar o Brasil uma nação civilizada,
que ainda não é". A ex-senadora
e atual vereadora eleita de Maceió disse
que como socialistas, os militantes do PSOL
não vão deixar que quem pague
pela crise do capitalismo não sejam os
banqueiros, o capital financeiro. "O PSOL
é um partido pequeno, mas que tem a obrigação
de denunciar, mostrar quem são os profissionais
da enganação na política,
os vilões dos cofres públicos,
que os roubam de forma desavergonhada. Agora,
homenageando o delegado Protógenes, prestamos
ainda tributo a todos que trabalham de forma
honesta, que não se curvam aos grandes
interesses (...) Um país com orçamento
de R$ 1 trilhão não tem o direito
de dizer que não tem dinheiro para educação,
saúde, segurança, para a melhoria
de vida dos trabalhadores, que pagam impostos
em todas as pequenas despesas do dia-a-dia.
O dinheiro da exploração da maioria
do povo não pode ser apropriado pelos
poderosos.
Coletiva
de imprensa
Após
a atividade na Esquina Democrática, Luciana,
Heloísa e Robaina foram até o
Aeroporto Salgado Filho buscar o delegado para
participar de uma coletiva de imprensa, no escritório
de advocacia de Pedro Ruas. Antes da entrevista,
o presidente estadual do PSOL lembrou que na
quarta-feira, 19, data em que termina o prazo
de defesa de Dantas, haverá outro ato
do PSOL, no Supremo Tribunal Federal, em Brasília,
para saudar o trabalho de Protógenes
e De Santis e exigir a prisão do banqueiro.
O
delegado garantiu estar "contagiado de
felicidade com o apoio" e afirmou que é
a força que tem recebido que tem o mantido,
e à sua família, em pé
e de cabeça erguida. "Agradeço
as manifestações que sei que ocorreram
durante o ato público, iniciativa de
Luciana Genro e da nossa eterna senadora Heloísa
Helena (...) Aliada à crise financeira
que atinge principalmente a classe média,
temos uma crise institucional sem precedentes
na história deste país, como comprovou
a Operação Satiagraha, sobre a
qual ainda não posso me manifestar em
respeito às investigações
que ainda ocorrem. Sei que a imprensa é
ávida pelo diálogo, mas só
poderei falar sobre a Operação
e só o farei após a prisão
do bandido disfarçado de banqueiro que
é o Daniel Dantas. Não sou juiz,
mas sei o que apurei durante as investigações."
Após
a coletiva, o grupo seguiu para a Praça
da Matriz, onde se juntou à manifestação
da Polícia Civil. Às 18h, Protógenes
teria encontro com o diretor da Faculdade de
Direito da Ufrgs, onde daria ainda palestra.
Representação
O
PSOL entrou no último dia 13 com representação
na Procuradoria-Geral da República para
que sejam investigados os procedimentos adotados
pelo delegado Amaro Vieira Ferreira e pelo diretor-geral
da Polícia Federal, Luis Fernando Corrêa,
ao pedirem quebra de sigilo telefônico
de Protógenes para apurar possível
vazamento de informações na Operação
Satiagraha, que resultou na prisão de
Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas. A PF se justificou
informando que não houve pedido de quebra
de sigilo, mas sim de dados sobre a localização
das torres de transmissão, informação
questionada pela imprensa.
Para
o PSOL, o que ocorre diante dessas ações
da PF é uma tentativa interna de desestabilização
institucional, que desvia o foco das conclusões
da Operação Satiagraha e beneficia
três dos principais acusados. Além
disso, tenta-se desmoralizar o trabalho realizado
pelo delegado Protógenes e pelo juiz
De Sanctis, que autorizou as prisões,
à época.
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